Quem não arrisca, não petisca!

Ja ouviu aquela velha frase que diz mais ou menos assim: QUEM NÃO ARRISCA, NÃO PETISCA???
Pois bem, aqui vai uma historia que aconteceu comigo quando eu servi a Marinha do Brasil.
INTELIGENCIA DA MARINHA

No terceiro fim de semana fui pra casa e acessando a internet procurei o site do quartel que eu estava servindo, e como eu estava no pique do web design quando entrei no site minha impressão não foi das melhores, não desmerecendo o trabalho dos outros, mas não estava acostumado e nem conhecia muito bem o padrão dos sites do governo, e não eram dos melhores, eu estava acostumado com um desenvolvimento mais sofisticado e resolvi querer ajudar aquele lugar a ter um site com um design melhor, com uma aparência mais bonita, enfim, e enviei um e-mail para o quartel falando da minha intenção e com uma breve análise do site. Chegando ao quartel na semana seguinte estávamos na sala de aula quando um sargento chegou e disse: “Assunção?! Vêm até a frente, paga 10 flexões” eu sem saber o motivo, mas como estávamos pagando flexão feito loucos fui até a frente e paguei, após isso ele perguntou para a sala: “Quem é o recruta que mandou um e-mail pro quartel? Falando sobre o nosso site?” – Meus olhos brilharam, pensei: “Legal, eles vão aceitar minha proposta de ajuda” – Me apresentei como o responsável pelo e-mail, mas não foi muito bem assim como pensei, ele disse: “Você é maluco boy?! Ta querendo tirar o emprego dos outros? Quem você pensa que é pra dizer o que é ruim ou o que é bom na Marinha? Ninguém precisa da sua ajuda aqui na Marinha, é você que precisa da ajuda da Marinha, e vou levar o seu caso pro comandante, e paga mais 10 flexões pra aprender a respeitar uma hierarquia e disciplina”. Eu paguei e minha moral foi em baixa, fiquei completamente envergonhado, ainda mais na presença de quase 50 recrutas. Ele desceu e foi falar com o comandante, alguns recrutas começaram a tirar um sarro pela minha ação, mas procurei não me preocupar com aquilo, mesmo estando completamente decepcionado.
Passou então alguns dias e fomos fazer um exercício de ordem unida no pátio do quartel, enquanto estávamos marchando chegou um Sargento e cochichou no ouvido do outro Sargento que estava nos liderando. O Sargento deu alto para o pelotão (mandou parar de marchar) e disse: “Marinheiro Assunção, fora de forma” – Sai da formatura e me dirigi a ele, já esperando o pior. Quando cheguei na presença dele e do outro Sargento ele me perguntou: “Então foi você que enviou o e-mail falando sobre nosso site?” – Eu respondi que sim, e ele continuou: “Me diga Assunção, o que podemos melhorar no site? O que você viu de errado?” – Eu então achei que ele estava sendo irônico, mas respondi as perguntas com uma breve analise, e ele me disse: “Assunção, vem comigo” – Então o acompanhei até uma sala no segundo andar no mesmo corredor do nosso alojamento já com o coração na mão, e então descobri que ali era a sala do setor de inteligência do quartel, setor de tecnologia da informação. Entramos na sala e já tinha algumas pessoas nos esperando.
Uma senhora que até hoje tenho um carinho especial por ela, que era funcionaria civil e responsável pelo setor me fez algumas perguntas, respondi, apresentei meu currículo  e então ela me disse: “Assunção, levamos seu caso pro comandante, e ele gostou muito da sua atitude, então decidimos que pela sua conduta e pelo seu currículo a partir de hoje você vai trabalhar aqui com a gente” – Só faltei pular de alegria, minha vontade era de beijar aquela mulher de tanta felicidade, o resto do pessoal daquele setor me receberam como um verdadeiro filho e me senti muito bem acolhido naquele setor.
Todos os dias após as aulas eu ia trabalhar naquela sala, ali aprendi muito foi uma oportunidade e tanto na minha vida.
Quando voltei pro alojamento já à noite os recrutas estavam todos apreensivos, já estavam até falando que eu tinha sido preso e quando entrei no alojamento vieram todos me fazer perguntas, uns achando que eu estava voltando só pra pegar minhas coisas e ir pro baileu (cadeia) outros tirando sarro dizendo: “Ai Assunção, se ferrou, foi querer dar uma de sabe-tudo, se lascou” e davam risada, então quando eu abri a boca e disse: “Não fui preso e nem me ferrei, pelo contrario, a partir de hoje eu faço parte da informática, vou trabalhar na inteligência, no setor de tecnologia da informação” e sorri. Todos acharam que eu estava brincando ou querendo me ‘safar’ da zoação, e só foram acreditar mesmo depois de alguns dias, porque viam que eu realmente estava todos os dias indo pro setor.
E a partir daquele dia eu fui o recruta mais odiado entre todos, era o único que era “coxado” no quartel, dificilmente pega faxinas pra fazer, enquanto os outros faziam todos os dias.
E aquele Sargento que tinha me feito pagar flexões quando ficou sabendo também teve uma surpresa.
Trabalhei naquele setor por 3 meses até me formar e ser enviado para o quartel da minha cidade em São Sebastião, e chegando em São Sebastião continuei na inteligência só que dessa vez com um companheiro de conduta bem diferente daquela que eu conheci em São Paulo, e você vai conhecer essa outra historia mais pra frente.

 Em São Sebastião eu desenvolvi o site da Delegacia da Capitania dos Portos o qual mesmo depois de ter saído da Marinha fui contratado pra continuar trabalhando no projeto ate seu termino, e após 1 ano chamado novamente pelo comandante para atualizar o projeto e realizar algumas modificações.
Veja mais incriveis historias da minha passagem pela Marinha do Brasil: umavidadehistorias.wordpress.com 

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